E de repente, eu me vi ali parada... no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, ouvindo a mesma música, a mesma coisa de um ano atrás. Foi quando eu te vi, parado no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas de antes. Foi quando eu vi que eu não tinha mais você, e que a diferença do ano passado, é que você tinha seguido sem mim. Na verdade, nada era igual. As cores tão eram tão fortes como antes, a música não era tão intensa, a felicidade era superficial. Meu coração batia forte, parecia que ia sair pela boca... eu te olhava, e aquilo me doía, doía cada parte do meu corpo. Eu lembrava, que ano passado, todas as coisas ainda tinham um sentido para ficarem bonitas. Eu lembrei que ano passado, eu ainda podia chamar você de vida. E lembrei também, que ano passado eu ainda não tinha conhecido a morte.
Porque quando eu te olhei, e vi que você olhava de volta... lembrei de todas as vezes que eu tinha morrido por você. De todas as vezes, que falar o seu nome me matou um pouco, de todas as vezes que eu ouvi a nossa música e isso me destruía. Lembrei de quantas vidas eu te ofereci, mas você pegou todas e jogou fora, me deixando sem nenhuma. Eu lembrei que você me construiu, foi a única pessoa que fez isso por mim. Mas, lembrei que foi a única pessoa que me destruiu também. E naquele momento, toda aquela destruição veio à tona, me deixando sem fôlego... e eu me odiava por te amar tanto. Me odiava por não conseguir te odiar, me odiava por não conseguir te esquecer... me odiava, porque eu desejava com todo o meu ser, naquele momento, ser sua.
Naquele exato momento, quando você levantou, eu daria qualquer coisa pra você ir até onde eu estava, pegar na minha mão e falar “Vamos embora meu amor, já está na hora”. E assim como antes, eu me lembrei que tudo era diferente agora. Só não entendia porque machucava tanto naquele momento... porque fazia tanta diferença não ter suas mãos nas minhas. E ao se despedir, você me destruía, destruía cada esperança, e bagunçava todas as peças do quebra-cabeça que e
u tinha demorado tanto pra montar novamente. A palavra “Tchau”, quase me fez chorar, era um catacrese que mais parecia uma faca passando pela minha garganta.
Aquele lugar me arrancava as forças, eu via tudo, olhava tudo, mas não enxergava nada, não sentia nada, estava oca, vazia, mobilizada no local onde você havia me deixado. Eu via você passando, e via em mim, o amor que ainda não tinha passado. Eu não deveria ter ido ali, deveria ter fugido, ficado longe de tudo o que você causa em mim... mas não adiantava fugir, infelizmente, todos os caminhos trilham para eu te ver... todas as trilhas caminham pra gente se encontrar. Não adiantava fugir dali, e eu sabia disso. Sabia que a qualquer momento eu ia ser invadida pela dor que era não te ter, e que a qualquer momento eu ia me ver no chão, juntando todos os pedaços, de novo... e que mais uma vez eu ia ter que reparar o mal que você me causava. Foi triste olhar para o lado e não ver você comigo, foi triste perceber que eu realmente não faço diferença pra você. Foi triste ver que você tenta, com todas as suas forças, me deixar mal. Foi triste ver que eu não podia sussurrar, porque até pra falar baixinho, precisa-se de dois... Foi triste olhar as minhas mãos, e ver que os espaços entre os dedos, são bem onde os seus se encaixam perfeitamente. Foi triste ver que no fim só sobrou o nada, de tudo o que nós costumávamos ser. larissa guedes
Porque quando eu te olhei, e vi que você olhava de volta... lembrei de todas as vezes que eu tinha morrido por você. De todas as vezes, que falar o seu nome me matou um pouco, de todas as vezes que eu ouvi a nossa música e isso me destruía. Lembrei de quantas vidas eu te ofereci, mas você pegou todas e jogou fora, me deixando sem nenhuma. Eu lembrei que você me construiu, foi a única pessoa que fez isso por mim. Mas, lembrei que foi a única pessoa que me destruiu também. E naquele momento, toda aquela destruição veio à tona, me deixando sem fôlego... e eu me odiava por te amar tanto. Me odiava por não conseguir te odiar, me odiava por não conseguir te esquecer... me odiava, porque eu desejava com todo o meu ser, naquele momento, ser sua.
Naquele exato momento, quando você levantou, eu daria qualquer coisa pra você ir até onde eu estava, pegar na minha mão e falar “Vamos embora meu amor, já está na hora”. E assim como antes, eu me lembrei que tudo era diferente agora. Só não entendia porque machucava tanto naquele momento... porque fazia tanta diferença não ter suas mãos nas minhas. E ao se despedir, você me destruía, destruía cada esperança, e bagunçava todas as peças do quebra-cabeça que e
u tinha demorado tanto pra montar novamente. A palavra “Tchau”, quase me fez chorar, era um catacrese que mais parecia uma faca passando pela minha garganta.Aquele lugar me arrancava as forças, eu via tudo, olhava tudo, mas não enxergava nada, não sentia nada, estava oca, vazia, mobilizada no local onde você havia me deixado. Eu via você passando, e via em mim, o amor que ainda não tinha passado. Eu não deveria ter ido ali, deveria ter fugido, ficado longe de tudo o que você causa em mim... mas não adiantava fugir, infelizmente, todos os caminhos trilham para eu te ver... todas as trilhas caminham pra gente se encontrar. Não adiantava fugir dali, e eu sabia disso. Sabia que a qualquer momento eu ia ser invadida pela dor que era não te ter, e que a qualquer momento eu ia me ver no chão, juntando todos os pedaços, de novo... e que mais uma vez eu ia ter que reparar o mal que você me causava. Foi triste olhar para o lado e não ver você comigo, foi triste perceber que eu realmente não faço diferença pra você. Foi triste ver que você tenta, com todas as suas forças, me deixar mal. Foi triste ver que eu não podia sussurrar, porque até pra falar baixinho, precisa-se de dois... Foi triste olhar as minhas mãos, e ver que os espaços entre os dedos, são bem onde os seus se encaixam perfeitamente. Foi triste ver que no fim só sobrou o nada, de tudo o que nós costumávamos ser. larissa guedes

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